Espaço du´Cana


21/01/2012


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Escrito por duCANA - JN Canabarro às 14h52
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12/12/2011


Mudança endereço do blog

 

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Escrito por duCANA - JN Canabarro às 15h31
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10/12/2011


Correio do Pampa 114

 

Capa da semana

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Edição 384

10 & 11 de dezembro

Ano 2011

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Espaço du'CAna

Publicado na página 04 do Correio do Pampa impresso.

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Tipuana de Serrilhadas, uma árvore para a posteridade.

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A tipuana da Bento sofreu a ação do motosserra da PM, que foi interrompida pelos moradores. Quem decidirá a sorte dessa tipuana?

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Cortes de árvores

Segundo me consta, a Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento fez um mapeamento de todas as árvores existentes no perímetro urbano.  O engenheiro agrônomo e seu ajudante (biólogo) chegaram a conclusão: nossa cidade não é arborizada como devia, que Livramento deveria ter o dobro de árvores das que existem atualmente, e que muitas árvores devem ser substituídas por outras espécies mais adaptáveis às ruas e avenidas. Mas depois desse mapeamento o que se tem observado são cortes e mais cortes das nossas árvores por parte da Prefeitura Municipal em quase todas as ruas de Livramento. E não vamos falar dos arbustos que do Parque Internacional, poderíamos, cortaram todos do lado de cá. Faça a comparação: lado brasileiro e lado uruguaio do Parque.

Na frente da Matriz

Tinham duas enormes árvores na frente da Matriz, na Praça General Osório. Guapuruvus igual aos da Av. Tamandaré, que são lindos e maravilhosos. Mas as árvores da frente da Matriz estavam comprometidas, galhos apodrecidos e troncos ocos. Foi inevitável o corte. Os troncos estão lá pra comprovar a necessidade do corte. Que idade teria essas árvores? O que causou o apodrecimento de seus galhos? Com certeza as tantas podas e essas duas estavam abaixo da fiação elétrica. Fios e cabos ecológicos existem, que podem conviver com as árvores. Não é o caso na nossa cidade.

Adeus às árvores

Na Rua Silveira Martins em frente ao açougue (verde), examinem o tronco para ver se encontram algum sinal de envelhecimento da tipuana cortada. Da Acássia Tipuana do General Neto, tronco sadio e vigoroso, mas foi ao chão. Todos foram convencidos que cairia um dia e seria uma tragédia. O visinho não precisa mais limpar as calhas. E as árvores do início da Vasco Alves, o morador argumentou e levou. O mesmo aconteceu com os cinamomos da Doutor Fialho com a Pinheiro Machado, foram arrancados de raiz, não quero crer nos motivos para dar fim às árvores: que marginais poderiam subir no tronco e pelos galhos pular por cima da cerca elétrica para dentro do pátio. Quatro árvores sacrificadas. E agora essa de cortar a tipuana da Bento Gonçalves. O dono do terreno quer construir e a árvore não está em seus planos. Chama o engenheiro agrônomo da prefeitura e lá vem o diagnóstico: a árvore está comprometida, poderá acontecer uma tragédia, entram os motosserras em ação, árvore no chão e o tronco fica lá para mostrar que a árvore era sadia. Esse é o destino da tipuana da Bento? Para uma cidade que não é arborizada, mapear árvores e dar liberação indiscriminadamente (qualquer argumento parece que serve) para cortes, quem está ganhando com isso? A natureza com certeza que não.

A tipuana de Serrilhadas

Na localidade de Serrilhadas – interior de Dom Pedrito/RS, vilarejo na linha divisória com o Uruguai, existe uma tipuana igual a da Rua Bento Gonçalves de Livramento. Uma árvore sadia, que nunca recebeu uma poda, está lá, majestosa, grandiosa, ao lado do marco demarcatório de fronteira. Se não é centenária, já está próximo a isso. É orgulho dos moradores da localidade e foi fotografada por José Henrique e publicada no Google Earth (panoramio). Uma árvore que se doa a posteridade. Lá não há empresários, nem moradores temerosos, nem calhas, nem comércio para competir com a árvore. Se um dia passar por lá, experimente a dádiva de sentar ao pé da tipuana de Serrilhadas.

A tipuana da Bento

Essa tipuana nunca recebeu uma pode, está ali há mais de 50 anos, poderia chegar aos cem, cento e cinqüenta, quem sabe? Ela poderia testemunhar a decisão desse empresário aos seus herdeiros, de fazer uma construção que inclua a árvore na arquitetura. As pessoas não têm longevidade como às árvores, mas as suas descendências agradecerão as árvores majestosas que para chegar a essa condição precisam das nossas decisões de hoje. Se depender da PM e do empresário dono do terreno, a tipuana vai pro saco e que venha o concreto armado para toda aquela quadra. Não basta mapear as árvores, há que se preservá-las. As gerações futuras agradecerão.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h27
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09/12/2011


Protesto

 

Já imaginou um protesto pelo corte da tipuana:

Uma semana

sem comprar nada no supermercado

se a árvore for sacrificada

em nome de uma construção?

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A Acássia Tipuana da Bento Gonçalves com todos os seus galhos intactos, sem poda, sem incomodar ninguém, cumprindo com sua missão de árvore.

Foto de 25 de agosto de 2007.

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É só cobrir as raizes, alguns baldes d'água e teremos a mais bela tipuana da cidade...

Agora não mais depois da ação do motosserra.

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A Acássia Tipuana da Bento, já com a ação do motosserra. Quem deu a ordem - Mata a tipuana!?

Foto de 06 de dezembro de 2011.

Fotos du'CAna 

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 02h36
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05/12/2011


Correio do Pampa 113

 

Capa da semana

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Edição 383

03 & 04 de dezembro

Ano 2011

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Espaço du'CAna

Publicado na página 04 do Correio do Pampa impresso

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Dias comuns que marcam

Muitas coisas fazem parte dos meus dias, de boas e más lembranças. Por exemplo – minha estréia no teatro, lá no Instituto Livramento (Jesus na casa do pobre) e depois no salão da Igreja Episcopal (Quarto Movimento), na sala cultural. Não lembro se foi “Bons tempos, maus tempos...” ou “A Conversão do Diabo” minha primeira peça na sala Professor Chiquinho, mas a que fez maior sucesso e marcou realmente foi “A Conversão do Diabo”. Marcaram pessoas que passaram pelo meu teatro, que foram minhas amigas. Eu fui muito amigo, mas muito amigo mesmo de tanta gente, das que representavam comigo no palco, assim como as que ficavam na portaria tomando conta dos ingressos.

Amigos desaparecem, outros deixam de ser amigos

O meu cenógrafo era uma figura, sempre dava um jeito de conseguir um material mais barato pra sobrar um dinheirinho. Era competente, de quando em vez desaparecia o dia todo, aparecendo à noite e reclamando: “No quiero nim saber, yo quiero mi gita”. Mas mesmo assim era barato. Desapareceu, nunca mais soube notícias do Giovanni Sallas, ele marcou. O outro que subia comigo ao palco continua marcando e não como amigo. Dessa amizade, que não durou além dos posicionamentos políticos contrários, o que mais marcou foi quando faltou compromisso. Imagina uma cidade inteira (Jaguarão) esperando o nosso teatro, com ingressos vendidos, passagens de ônibus compradas, materiais de cena empacotado, hora de embarque o artista não aparece. Fui sozinho e deixei encarregado o Reverendo Naudal, hoje bispo Episcopal, que encontrasse o elemento desaparecido e colocasse-o no ônibus pra Jaguarão no dia seguinte. Montei o cenário e preparei o teatro sozinho, ele chegou na hora de representar. A desculpa: “- O meu filho estava doente”. Saiu às 20 horas e voltou as três da madrugada, sem o remédio, me confirmou a mulher dele. Isso marcou muito a minha vida.

Coisas pequenas também marcam

Vender apostilas para alunos, rifas, bônus do partido, tantos números vendidos, produtos entregues e contas prestadas. Pagar o aluguel e não preocupar o fiador, o “cinquentinha” do amigo, embora demorando bastante, foi pago, ter a tranqüilidade de caminhar de cabeça erguida sem desviar ruas de credores, pode parecer coisa banal, corriqueira quando cumpridas. De qualquer maneira, são coisas pequenas que marcam, tanto quanto uma bebedeira, vômitos e dor de cabeça no dia seguinte. Isso são coisas que marcam.

Grandes acontecimentos marcam

No dia 2 de junho deste ano, cinco professores quase morrem num acidente automobilístico, teve gente que disse: “Bem feito”. Os acidentados escaparam, mas ficaram marcados. Muito mais eu, que era o motorista, que travou, que tentou desviar do caminhão que invadiu a pista contrária. Não deu, foi um sufoco, foi doído, mesmo não sendo culpado, fica sempre a sensação de fracasso, de impotência. Imaginem a cena: pessoas sangrando, gemendo, presas nas ferragens e a expectativa de morte. E nos encontros políticos, nas repartições, nas casernas, uns e outros buscando culpados, um profissional da saúde a possibilidade de ganhar mesmo no infortúnio, são coisas que marcam, porém nada marca mais que os gritos e palavras de ordem dos acorrentados: “- Canabarro, fotógrafo e motorista que não sabe dirigir.” Quase seis meses depois do acidente os sindicalistas me acusam de culpa pelo acidente...

Burrice marca?

Burrice marca? Sim... Mais que a acusação de culpa de um acidente, mesmo não sendo culpado. Gritar que o governador não quer conversar “cunóis”, marca muito, Senhor presidente. Publicar no Facebook dizendo-se alfabetizadora e aposentada, criticando o “Senhor” que subiu o muro: “- Ele nunca esteve num lugar tão apropiado para ele... ENCIMA DO MURO. (O sublinhado é meu, para mostrar o erro da Sonia, alfabetizadora).

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 11h53
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03/12/2011


Salve a tipuana

 

Parece que em Livramento vale a lei dos cowboy's:

atira primeiro e depois pergunta...

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Pensou em cortar uma árvore

e lá está a motosserra.

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Quase que a tipuana da Bento Gonçalves foi pro fogo.

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Salve a tipuana

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Repare que alguns galhos já estavam cortados, os moradores protestaram, suspenderam o corte... Até quando?

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Assine o abaixo assinado

que anda rodando pela cidade.

Eu assinei, e muitas pessoas que amam as árvores também estão assinando.

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Isso pode salvar a tipuana.

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Assine o abaixo assinado...

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 01h27
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30/11/2011


Por que as pessoas transgridem?

 

O senso comum nos diz todos dias:

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"Esses políticos são uns ladrões"

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Ao que parece, fora da política e todos os que criticam os políticos são honestos (???).

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Ao nos depararmos com a notícia publicada no UOL pode nos condicionar a pensar: "Toda a sociedade humana é desonesta". Será? Quem está lendo essa postagem agora enquadra-se ao senso comum?

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Bem, vamos a notícia...

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Bolsa Família

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do UOL Notícias

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A Polícia Federal indiciou 50 pessoas acusadas de receberem ilegalmente o benefício do programa Bolsa Família na cidade de Boca do Acre (AM). Segundo a PF, o prejuízo causado pela fraude é estimado em R$ 120 mil por ano.

A PF levantou informações por aproximadamente dois meses e constatou que famílias com renda superior ao permitido no programa simulavam ter renda compatível com as exigidas para receber o beneficio ou incluíam pessoas que não residiam na mesma casa. Havia também o recebimento de benefício por parentes de beneficiários mortos.

Entre os indiciados estão servidores estaduais, municipais, empresários locais, fazendeiros, professores, comerciantes e até empregados do próprio programa, alguns deles com renda superior a R$ 30 mil por mês.

De acordo com a PF, os indiciados tentaram negar a autoria do crime alegando “desconhecimento da lei".

A PF informou que a operação vai continuar, já que outras irregularidades estão sendo apuradas e mais pessoas deverão ser indiciadas.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 22h01
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27/11/2011


Correio do Pampa 112

 

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Edição 382

25 & 26 de novembro

Ano 2011

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Eu já fui candidato

No ano de 1982 fundamos o PT em Livramento, éramos “área de segurança”, não escolhíamos o prefeito, o interventor era o professor Bassedas. Candidatei-me à vereança, claro, não me elegi. Depois me candidatei a vice-prefeito na chapa do Santaninha. O PT não se elegeu, o prefeito veio a ser o Oriovaldo Greceller. Depois vim me candidatar a prefeito no ano de 1996 – Glenio Lemos, Mulcy Torres, Katia Chemeris, JN Canabarro e Rafael Pintos – fiquei em quarto lugar com 5,12% dos votos. Nesta eleição o PT elegeu dois vereadores: Wainer Machado e Lucas Cupsinski. Na história do PT santanense cinco companheiros do partido concorreram ao cargo de prefeito. O primeiro foi Luis Carlos Santana, depois a professora Zeli Maciel, depois veio a minha vez, depois o Edson D´Avila e por último o Ex-prefeito Elifas Simas. Também na nossa história contamos com quatro vereadores eleitos pela sigla: Luis Carlos Santana; Wainer Machado; Lucas Cupsinski, Glauber Lima e Dagberto Reis, primeiro suplente que assumiu na vaga de Glauber. Quando fui candidato a prefeito, no meu panfleto assim estava escrito: “A política é uma coisa séria e importante. Não deve ser feita para amigos, compadres e parentes, nem deve a política ser feita exclusivamente pelos políticos profissionais. Se a política é feita para o povo, deve ser feita também pelo povo. Por isso prometemos um Governo Popular e Participativo.” Eu era professor e sindicalista.

Os discursos, os políticos e a prática

Incrível como os políticos, desses que já passaram por tantos partidos, criam os discursos primeiro e depois se adaptam a eles, tal como se adaptam ao novo partido. Mas o que mais chama a atenção são as contradições entre o discurso e a prática. Chega até ser motivo de greve. Porém, fazer um discurso antes da eleição e uma prática depois de eleito é muito parecido com a prática de vida de certas lideranças que se destacam pela militância, mas como profissionais são muito ausentes. Mas o livro ponto está lá assinado. Isso me faz lembrar os professores que trabalham no ensino particular, faltou, não trouxe atestado, perde o dia e o repouso remunerado.

Exposição coletiva

A Associação Cultural “Gente de Arte” brindou a cidade com uma magnífica exposição coletiva de seus alunos, nesta quinta-feira (24). Um verdadeiro colírio para os olhos do público que superlotou as dependências da Casa de Cultura Ivo Caggiani – Salão Branco e pátio com um espaço agradável, cadeiras, mesas e boa música. Foi uma noite cultural e de encontros: artistas, público e belas artes.

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Parabéns aos professores orientadores: Alfredo Rolim; Betty Labandera; Isa Hamilton & Therezinha Martins. E, principalmente os nossos cumprimentos aos alunos expositores. O talento desses nossos artistas é surpreendente e nos orgulha muito. Visite a exposição!

Eleição na Academia

Foi eleita a nova direção da Academia Santanense de Letras para o período 2012/2013, nesta quinta-feira (24), na sede da Academia. Presidente: o historiador Victor Hugo Gonzales Vargas; Vice: a professora Cecilia Siqueira Amaral; Secretária: Professora Maria Regina Prado Alves; 2ª Secretária: professora Vera Machado e Tesoureiro: o bancário José Ronaldo Viega Alves. A posse aconteceu sexta-feira (25) no Núcleo de Estudos Fronteiriços da UFPEL onde aconteceu também o lançamento do Livro dos Patronos, volume 2, vida e obra. Consta no livro o elogio ao meu patrono Olavo Saldanha Filho e mais onze outros patronos com textos de seus respectivos acadêmicos.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 12h29
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23/11/2011


Depois do México, agora no Brasil

 

Chevron 

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E a imprensa brasileira custou a mostrar o nome da empresa.

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Escândalo Chevron:

mentiras, multas irrisórias,

politização e pré-sal

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Petroleira norte-americana responsável por desastre ambiental escondeu das autoridades informação sobre fim de vazamento e tentou iludi-las com vídeo editado. Multas iniciais e pedido de indenização chegam no máximo a R$ 250 mi, quase nada para quem fatura US$ 200 bi. Para PSDB, governo demorou a agir. Partido não se indignou com 'mentiras', como fez com ministro, nem pediu CPI da Chevron, suspeita de buscar pré-sal alheio, como fez com Petrobras.

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http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19014&boletim_id=1060&componente_id=16934

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 08h51
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20/11/2011


Jogo das semelhanças

 

Quando não temos nada para fazer, ou não queremos fazer o que se tem de fazer, ficamos gastando o tempo na internet, olhando fotografias...

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Não sei por que, mas as duas fotos abaixo têm lá as suas semelhanças... Ou não?!

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O sul-vietnamita Nguyen Ngoc Loan executa o viet cong Nguyen Van Lem - 01/02/1968

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Estudante chileno leva murro em confronto com a polícia...

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Realmente...

Não sei por que: uma foto me faz lembrar a outra!

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 00h05
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19/11/2011


Correio do Pampa 111

 

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Edição 381

19 & 20 de novembro

Ano 2011

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Greve e greves

Se pararmos para olhar o que ganha um magistrado, um senador, um deputado, um vereador, um prefeito, um secretário, um executivo de banco, um major, um delegado, um dono de jornal, um dono de rádio, um grande ou médio comerciante, sem questionar de onde, quanto de grana lhe entra no bolso, e, depois compararmos com o que ganha um comerciário, um policial, um enfermeiro, um bancário, um radialista, um jornalista, um professor... Comparar o que ganham os que mandam com o que ganham os assalariados chegaríamos à conclusão que não só o magistério merecia entrar em greve. Uma outra verdade: das greves que se noticiam, quantas são de trabalhadores públicos e quantas de trabalhadores da iniciativa privada? E os aposentados, como fazem para recuperar dias parados? Na verdade muito mais sabe aquele que lhe aperta o calo e como explicar tantos não grevistas, como que por estalos, sentir-se o maior grevista revolucionário. Quem tem história, que a conte.

Feira do livro

Quanto custa para um órgão público participar ou promover um evento como a “Feira do Livro”? Muitas vezes nem custa muito, recursos vem de longe. Uma festividade natalina, quanto poderá custar tal evento? Mesmo que de longe venham os proventos? O carnaval, mesmo que organizado e dirigido pela iniciativa privada, dos órgãos públicos qual o aporte? Uma campereada, um festival de pandorga, um desfile da pátria, farroupilha, ou qualquer outro evento que ocorra na cidade, qual o custo que isso representa aos cofres públicos? De tudo o apoio, a participação pode render páginas de jornais, notícias em rádios, motivos promocionais que poderão render louros eleitorais, mas eu queria saber quanto na previsão orçamentária do município, além desses eventos, qual a grana que é destinada a promover cultura. Não vale colocar na conta o que se paga de salários a secretários, “cecês” e funcionários. Quanto está destinado no orçamento para o ano que vem no item “cultura”? Me falaram que projetos culturais tem bastante... Tem?

Quando o homem estava vivo...

Até o dramaturgo, quem diria? Do fotógrafo gritão ninguém espera nada além dos gritos e algumas boas fotos, do burguês que lhe dá emprego ele vai além de opinião, dá de mão. Perguntei ao radialista freelancer opinião sobre o assunto, juntou-se aos outros com suas verdades, e para o bem da própria verdade confirmaram a máxima: – Depois de morto todo mundo vira bom. O que me leva a fazer algumas indagações. Do escritor “injustiçado”, quando vivo, quem dos defensores da posteridade lhe convidou para um café em suas casas, ou com ele sentaram a um bar e lhe pagaram uma cerveja? E dos seus livros, qual deles foram indicados para servir de apoio de estudo aos alunos em nossas escolas? E nos momentos de sofrimento, depois de deixar de escrever, numa cadeira de rodas, quase entrevado, de todas essas vozes, quantos lhes sussurraram incentivos, lhes ofereceram alento, quem sabe algum provento em compensação ou troca pela grandiosa obra, ou lhe procuraram em seu retiro antes dele ser buscado pela morte? De minha parte, nunca tivemos intimidade, alguns encontros e trocas profissionais, ganhei alguns livros e desenhei capas, ilustrações e até citações nalgumas peças teatrais, além disso, quase nada. Não cheguei a detectar o que nos separava. Ideologia? Posição social? Interesses pessoais? Credo? Paixão esportiva? Não creio e quem liga para isso? O que nos aproximava também não tem peso na balança da vida, quando conversávamos parecia sempre uma insolúvel discordância. Mas uma coisa é bom que se diga, se houve desrespeito entre nós, não partiu de mim. Se estivessem vivos meu tio Alfredo e o meu guru Olavo Saldanha confirmariam o que é ser retratado em crônicas. O dramaturgo aquele pensa que sabe.

De um ateu

“Os problemas da humanidade não mudaram muito ao longo da nossa história; nascemos em um mundo com muito sofrimento, lutamos por dinheiro e status, amamos e, muitas vezes, as pessoas que amamos não nos amam, temos que suportar famílias que não escolhemos e a morte nos espera no horizonte” Comentário de Alain de Botton – O ateu que acredita em religião. Uma bela entrevista do escritor e ensaísta está publicada no Jornal Extra Classe de novembro, publicação do SINPRO/RS.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h11
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16/11/2011


Cuidado com o improviso...

 

Trabalhei no Lanifício Albornoz por sete anos. No almoxarifado da empresa tem um elevador específico para transportar soda e detergente para a lavandaria. A fiação elétrica do elevador não está colocada dentro de tubos e canos, desde a instalação do elevador a fiação ficou solta, e, ficou solta porque foi colocada provisóriamente, só que esse provisório tem a idade da empresa. Nunca mais arrumaram a fiação. Está certo, também não oferece riscos e o provisório se tornou permanente. Ao menos era assim até alguns anos atrás. Aquele monte de fio soltos com um aspecto feio.

 

Foto do Jornal A Plateia

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O gato e o passarinho

A aldeia escuta desolada
o canto da ave maltratada.
É o único pássaro da aldeia
e foi o único gato da aldeia
que o devorou pela metade.
A ave deixa de cantar.
O gato deixa de roncar
e de lamber o próprio focinho.
A aldeia faz ao passarinho
maravilhoso funeral,
e o gato, que foi convidado,
segue o caixãozinho de palha
onde o pássaro se amortalha,
conduzido por uma menina
que não para nunca de chorar.
– Se soubesse que isso te faria sofrer tanto,
diz-lhe o bichano,
eu o teria comido todo
e te contaria, depois,
que ele havia batido asas,
batido asas para o fim do mundo,
para um lugar tão longe
que ninguém nunca voltou de lá.
Tu sofrerias muito menos,
só um pouquinho de tristeza
e outro pouquinho de saudade.
Nunca devemos fazer
as coisas pela metade.

Jacques Prévert in Carlos Drummond de Andrade:
Poesia Traduzida
. São Paulo: CosacNaif, 2011.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 13h01
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13/11/2011


Foto da semana "XII"

 

O cassino da cidade de Riveiro (Uruguai) totalmente reformado...

Ficou muito bonito, mesmo assim não me entusiasmou em visitá-lo internamente.

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Nunca joguei cartas: bacará, poker

Nem apostei na roleta...

Tem gente que gosta.

 

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 23h57
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12/11/2011


Correio do Pampa 110

 

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Edição 380

12 & 13 de novembro

Ano 2011

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Acidente na Silveira Martins

Será que eu sonhei? Seria possível um motoqueiro meter a roda da moto em um buraco em plena Rua Silveira Martins e cair um tombo e ir parar no hospital? Não acredito, foi sonho, ou pesadelo. O fato é que estão às pressas remendando o asfalto da rua, está uma poeira incrível. É de perder o sono e por conseqüência não sonhar realidades.

Vai dormir em casa

Com que facilidade criticamos a coisa pública. E quando entramos uma empresa privada e nos deparamos com uma funcionária debruçada sobre a mesa, com a cabeça encostada nos braços, ressonando, o que pensar? As outras funcionárias trabalhando, atendendo os fregueses e ela lá, dormitando. Depois do serviço pronto, ela levanta a cabeça, dá uma espreguiçada, pega o dinheiro, cobra, devolve o troco e fica com aquela carinha de quem recém acordou, olhando no vazio. Imagina a crítica se fosse no serviço público. Acho que essa funcionária é parenta do dono, pois as outras não chamaram a atenção dela quando entraram os clientes no cartório.

A praça e o estacionamento

Ouvindo a rádio na tarde passada, comentavam sobre a Praça dos Cachorros, o logradouro que a cidade recuperou, mas algumas queixas sobre o pequeno espaço para estacionamento de carros. Bem, essa gente não vai se contentar nunca. Cada dia que passa entra quantos carros novos a rodar na cidade e quantos carros chegam dos turistas que aqui aportam? Ou alguém constrói um edifício para estacionamento ali no centro ou cada vez ficará mais difícil encontrar uma vaga. Estacionamento rotativo também não é a solução, me convenci que só serve para arrecadar. Em todas as cidades que usam essa modalidade de estacionamento de veículos, também está cada vez mais difícil se encontrar espaço nas vias públicas para os carros. É mais viável o uso do ônibus, taxi ou motoboy, ou estacionar bem longe do centro.

Políbio - o odioso

Li por acaso no jornal a coluna do Políbio Braga: “Governo do PT manda pagar dias de greve que Yeda descontou em 2008 e 2009”. O jornalista escreve – “O governo do Sr. Tarso Genro mandou pagar os dias de greve, relativos a estes dois períodos: 17 a 28 de novembro de 2008 e de 15 a 22 de dezembro de 2009.” (E destilou ódio) “Categorias de trabalhadores privados que entram em greve, os mesmos que pagam os salários dos servidores públicos, não contam com este tipo de privilégio odioso.” (Ô seu Políbio ignorante, não sabe, imbecil, que esses dias foram recuperados, foram dadas essas aulas pelos grevistas enquanto que os outros professores não grevistas estavam já em férias. Se as aulas foram dadas, são devidas, é justo que sejam pagas. Quem merece críticas é a governadora “tramposa”. Uma outra coisa, professor público também paga imposto e vota. Quantas vezes te candidataste, Políbio, e não te elegeste? Sobrou pra ti o ódio, bem explicado.

Deputado no programa de rádio

Visitando a cidade, o deputado, entre elogios e “babação”, iniciou a falação com aquele papo de sacrifício, ter de recepcionar o presidente uruguaio, de imediato pegar o carro e viajar para o interior, cumprir vários compromissos políticos, estar, sem segundas intenções, com os eleitores, coisa que a democracia, a vida pública e partidária tanto exigem. Pô, deputado, que peninha me causou as suas lamúrias, quão difícil a sua tarefa e os esforços hercúleos que dispensas ao cumprir com o seu mandato. Se eu fosse o deputado só viajaria em carro do ano com ar condicionado e direção hidráulica, exigiria o pagamento de diárias e assegurado o “jeton”. Se o deputado já conta com tudo isso, por que iniciar o papo dizendo do sacrifício, das dificuldades? Por que trabalhar para o povo é tão sacrificante? Só porque pecuniariamente não se quer mostrar que é gratificante?!

Pedras soltas, bueiros entupidos

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Dou como exemplo a Avenida 24 de Maio, mas o fato é lugar comum em muitas outras ruas da cidade. O buraco surge de repente, pedras vão se soltando do asfalto, carros vão passando, empurrando-as para o acostamento.  Choveu e as pedras vão para dentro do bueiro. Observe as fotos: o buraco surgindo e o acumulo de pedras dentro do bueiro, os dois casos estão na Av. 24 de maio. 

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Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h50
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08/11/2011


Tinham várias pedras no meio do caminho

 

 

    No meio do caminho
    .

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade

 .

Na Avenida 24 de maio

tinha um buraco

.

Quem não conhece a história

daquele buraco traiçoeiro?

Não livrava carros, motos, nem carroças

de bocarra escancarada a espreita

os desatentos motoristas

saiam nada faceiros.

.

.

Os vizinhos reclamavam,

berravam, xingavam

fotografa, coloca no jornal... 

E de queixar-se já estavam cheios.

.

E aquelas pedras soltas?

Nem eram para lembrar Drummond,

que tantas pedras tinham

não havia outro caminho

buraco e pedras, e pedras, e pedras

tanto mais quanto aumentava o buraco.

.

 

.

Então, depois de meses,

vieram os operários

com pás, picaretas e uma infernal maquinaria.

Depois de choros, ranger de dentes,

alegria.

Operaram, tapando o buraco!

Mas...

De toda obra

sobram resíduos...

.

Drummond, Drummond,

tiraram as pedras do meio do caminho,

mas tinham que colocá-las

logo em cima do canteiro?

.

 

.

Juro que não entendo esse operários...

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 19h35
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