Espaço du´Cana


12/11/2011


Correio do Pampa 110

 

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Capa da semana

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Correio do Pampa

Um jornal incomparável

e do tamanho necessário.

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Espaço du'CAna

Coluna da página quatro do Correio do Pampa impresso.

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Edição 380

12 & 13 de novembro

Ano 2011

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Acidente na Silveira Martins

Será que eu sonhei? Seria possível um motoqueiro meter a roda da moto em um buraco em plena Rua Silveira Martins e cair um tombo e ir parar no hospital? Não acredito, foi sonho, ou pesadelo. O fato é que estão às pressas remendando o asfalto da rua, está uma poeira incrível. É de perder o sono e por conseqüência não sonhar realidades.

Vai dormir em casa

Com que facilidade criticamos a coisa pública. E quando entramos uma empresa privada e nos deparamos com uma funcionária debruçada sobre a mesa, com a cabeça encostada nos braços, ressonando, o que pensar? As outras funcionárias trabalhando, atendendo os fregueses e ela lá, dormitando. Depois do serviço pronto, ela levanta a cabeça, dá uma espreguiçada, pega o dinheiro, cobra, devolve o troco e fica com aquela carinha de quem recém acordou, olhando no vazio. Imagina a crítica se fosse no serviço público. Acho que essa funcionária é parenta do dono, pois as outras não chamaram a atenção dela quando entraram os clientes no cartório.

A praça e o estacionamento

Ouvindo a rádio na tarde passada, comentavam sobre a Praça dos Cachorros, o logradouro que a cidade recuperou, mas algumas queixas sobre o pequeno espaço para estacionamento de carros. Bem, essa gente não vai se contentar nunca. Cada dia que passa entra quantos carros novos a rodar na cidade e quantos carros chegam dos turistas que aqui aportam? Ou alguém constrói um edifício para estacionamento ali no centro ou cada vez ficará mais difícil encontrar uma vaga. Estacionamento rotativo também não é a solução, me convenci que só serve para arrecadar. Em todas as cidades que usam essa modalidade de estacionamento de veículos, também está cada vez mais difícil se encontrar espaço nas vias públicas para os carros. É mais viável o uso do ônibus, taxi ou motoboy, ou estacionar bem longe do centro.

Políbio - o odioso

Li por acaso no jornal a coluna do Políbio Braga: “Governo do PT manda pagar dias de greve que Yeda descontou em 2008 e 2009”. O jornalista escreve – “O governo do Sr. Tarso Genro mandou pagar os dias de greve, relativos a estes dois períodos: 17 a 28 de novembro de 2008 e de 15 a 22 de dezembro de 2009.” (E destilou ódio) “Categorias de trabalhadores privados que entram em greve, os mesmos que pagam os salários dos servidores públicos, não contam com este tipo de privilégio odioso.” (Ô seu Políbio ignorante, não sabe, imbecil, que esses dias foram recuperados, foram dadas essas aulas pelos grevistas enquanto que os outros professores não grevistas estavam já em férias. Se as aulas foram dadas, são devidas, é justo que sejam pagas. Quem merece críticas é a governadora “tramposa”. Uma outra coisa, professor público também paga imposto e vota. Quantas vezes te candidataste, Políbio, e não te elegeste? Sobrou pra ti o ódio, bem explicado.

Deputado no programa de rádio

Visitando a cidade, o deputado, entre elogios e “babação”, iniciou a falação com aquele papo de sacrifício, ter de recepcionar o presidente uruguaio, de imediato pegar o carro e viajar para o interior, cumprir vários compromissos políticos, estar, sem segundas intenções, com os eleitores, coisa que a democracia, a vida pública e partidária tanto exigem. Pô, deputado, que peninha me causou as suas lamúrias, quão difícil a sua tarefa e os esforços hercúleos que dispensas ao cumprir com o seu mandato. Se eu fosse o deputado só viajaria em carro do ano com ar condicionado e direção hidráulica, exigiria o pagamento de diárias e assegurado o “jeton”. Se o deputado já conta com tudo isso, por que iniciar o papo dizendo do sacrifício, das dificuldades? Por que trabalhar para o povo é tão sacrificante? Só porque pecuniariamente não se quer mostrar que é gratificante?!

Pedras soltas, bueiros entupidos

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Dou como exemplo a Avenida 24 de Maio, mas o fato é lugar comum em muitas outras ruas da cidade. O buraco surge de repente, pedras vão se soltando do asfalto, carros vão passando, empurrando-as para o acostamento.  Choveu e as pedras vão para dentro do bueiro. Observe as fotos: o buraco surgindo e o acumulo de pedras dentro do bueiro, os dois casos estão na Av. 24 de maio. 

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Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h50
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08/11/2011


Tinham várias pedras no meio do caminho

 

 

    No meio do caminho
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No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade

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Na Avenida 24 de maio

tinha um buraco

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Quem não conhece a história

daquele buraco traiçoeiro?

Não livrava carros, motos, nem carroças

de bocarra escancarada a espreita

os desatentos motoristas

saiam nada faceiros.

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Os vizinhos reclamavam,

berravam, xingavam

fotografa, coloca no jornal... 

E de queixar-se já estavam cheios.

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E aquelas pedras soltas?

Nem eram para lembrar Drummond,

que tantas pedras tinham

não havia outro caminho

buraco e pedras, e pedras, e pedras

tanto mais quanto aumentava o buraco.

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Então, depois de meses,

vieram os operários

com pás, picaretas e uma infernal maquinaria.

Depois de choros, ranger de dentes,

alegria.

Operaram, tapando o buraco!

Mas...

De toda obra

sobram resíduos...

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Drummond, Drummond,

tiraram as pedras do meio do caminho,

mas tinham que colocá-las

logo em cima do canteiro?

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Juro que não entendo esse operários...

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 19h35
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06/11/2011


Fotos da semana "XI"

 

Do passeio bucólico deste final de semana,

destaco três fotos:

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O passarinho

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Pousando na trama, depois de alguns vôos rasantes, como que querendo afugentar o fotógrafo que fotografava do seu ninho.

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O ninho

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Mas o que marcou foi a figura altiva do cavaleiro, que com a sua simplicidade, conhecedor do lugar mostrava tudo com segurança:

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- É lá...

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O homem do campo

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Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h53
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