Espaço du´Cana


19/11/2011


Correio do Pampa 111

 

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Correio do Pampa

Um jornal incomparável

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Espaço du'CAna

Coluna da página quatro do Correio do Pampa impresso.

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Edição 381

19 & 20 de novembro

Ano 2011

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Greve e greves

Se pararmos para olhar o que ganha um magistrado, um senador, um deputado, um vereador, um prefeito, um secretário, um executivo de banco, um major, um delegado, um dono de jornal, um dono de rádio, um grande ou médio comerciante, sem questionar de onde, quanto de grana lhe entra no bolso, e, depois compararmos com o que ganha um comerciário, um policial, um enfermeiro, um bancário, um radialista, um jornalista, um professor... Comparar o que ganham os que mandam com o que ganham os assalariados chegaríamos à conclusão que não só o magistério merecia entrar em greve. Uma outra verdade: das greves que se noticiam, quantas são de trabalhadores públicos e quantas de trabalhadores da iniciativa privada? E os aposentados, como fazem para recuperar dias parados? Na verdade muito mais sabe aquele que lhe aperta o calo e como explicar tantos não grevistas, como que por estalos, sentir-se o maior grevista revolucionário. Quem tem história, que a conte.

Feira do livro

Quanto custa para um órgão público participar ou promover um evento como a “Feira do Livro”? Muitas vezes nem custa muito, recursos vem de longe. Uma festividade natalina, quanto poderá custar tal evento? Mesmo que de longe venham os proventos? O carnaval, mesmo que organizado e dirigido pela iniciativa privada, dos órgãos públicos qual o aporte? Uma campereada, um festival de pandorga, um desfile da pátria, farroupilha, ou qualquer outro evento que ocorra na cidade, qual o custo que isso representa aos cofres públicos? De tudo o apoio, a participação pode render páginas de jornais, notícias em rádios, motivos promocionais que poderão render louros eleitorais, mas eu queria saber quanto na previsão orçamentária do município, além desses eventos, qual a grana que é destinada a promover cultura. Não vale colocar na conta o que se paga de salários a secretários, “cecês” e funcionários. Quanto está destinado no orçamento para o ano que vem no item “cultura”? Me falaram que projetos culturais tem bastante... Tem?

Quando o homem estava vivo...

Até o dramaturgo, quem diria? Do fotógrafo gritão ninguém espera nada além dos gritos e algumas boas fotos, do burguês que lhe dá emprego ele vai além de opinião, dá de mão. Perguntei ao radialista freelancer opinião sobre o assunto, juntou-se aos outros com suas verdades, e para o bem da própria verdade confirmaram a máxima: – Depois de morto todo mundo vira bom. O que me leva a fazer algumas indagações. Do escritor “injustiçado”, quando vivo, quem dos defensores da posteridade lhe convidou para um café em suas casas, ou com ele sentaram a um bar e lhe pagaram uma cerveja? E dos seus livros, qual deles foram indicados para servir de apoio de estudo aos alunos em nossas escolas? E nos momentos de sofrimento, depois de deixar de escrever, numa cadeira de rodas, quase entrevado, de todas essas vozes, quantos lhes sussurraram incentivos, lhes ofereceram alento, quem sabe algum provento em compensação ou troca pela grandiosa obra, ou lhe procuraram em seu retiro antes dele ser buscado pela morte? De minha parte, nunca tivemos intimidade, alguns encontros e trocas profissionais, ganhei alguns livros e desenhei capas, ilustrações e até citações nalgumas peças teatrais, além disso, quase nada. Não cheguei a detectar o que nos separava. Ideologia? Posição social? Interesses pessoais? Credo? Paixão esportiva? Não creio e quem liga para isso? O que nos aproximava também não tem peso na balança da vida, quando conversávamos parecia sempre uma insolúvel discordância. Mas uma coisa é bom que se diga, se houve desrespeito entre nós, não partiu de mim. Se estivessem vivos meu tio Alfredo e o meu guru Olavo Saldanha confirmariam o que é ser retratado em crônicas. O dramaturgo aquele pensa que sabe.

De um ateu

“Os problemas da humanidade não mudaram muito ao longo da nossa história; nascemos em um mundo com muito sofrimento, lutamos por dinheiro e status, amamos e, muitas vezes, as pessoas que amamos não nos amam, temos que suportar famílias que não escolhemos e a morte nos espera no horizonte” Comentário de Alain de Botton – O ateu que acredita em religião. Uma bela entrevista do escritor e ensaísta está publicada no Jornal Extra Classe de novembro, publicação do SINPRO/RS.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 18h11
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16/11/2011


Cuidado com o improviso...

 

Trabalhei no Lanifício Albornoz por sete anos. No almoxarifado da empresa tem um elevador específico para transportar soda e detergente para a lavandaria. A fiação elétrica do elevador não está colocada dentro de tubos e canos, desde a instalação do elevador a fiação ficou solta, e, ficou solta porque foi colocada provisóriamente, só que esse provisório tem a idade da empresa. Nunca mais arrumaram a fiação. Está certo, também não oferece riscos e o provisório se tornou permanente. Ao menos era assim até alguns anos atrás. Aquele monte de fio soltos com um aspecto feio.

 

Foto do Jornal A Plateia

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O gato e o passarinho

A aldeia escuta desolada
o canto da ave maltratada.
É o único pássaro da aldeia
e foi o único gato da aldeia
que o devorou pela metade.
A ave deixa de cantar.
O gato deixa de roncar
e de lamber o próprio focinho.
A aldeia faz ao passarinho
maravilhoso funeral,
e o gato, que foi convidado,
segue o caixãozinho de palha
onde o pássaro se amortalha,
conduzido por uma menina
que não para nunca de chorar.
– Se soubesse que isso te faria sofrer tanto,
diz-lhe o bichano,
eu o teria comido todo
e te contaria, depois,
que ele havia batido asas,
batido asas para o fim do mundo,
para um lugar tão longe
que ninguém nunca voltou de lá.
Tu sofrerias muito menos,
só um pouquinho de tristeza
e outro pouquinho de saudade.
Nunca devemos fazer
as coisas pela metade.

Jacques Prévert in Carlos Drummond de Andrade:
Poesia Traduzida
. São Paulo: CosacNaif, 2011.

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 13h01
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13/11/2011


Foto da semana "XII"

 

O cassino da cidade de Riveiro (Uruguai) totalmente reformado...

Ficou muito bonito, mesmo assim não me entusiasmou em visitá-lo internamente.

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Nunca joguei cartas: bacará, poker

Nem apostei na roleta...

Tem gente que gosta.

 

Escrito por duCANA - JN Canabarro às 23h57
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